Vencedores do Concurso Nacional de Literatura

Texto tirado do site BELO HORIZOTE. http://www.belohorizonte.mg.gov.br/

A Prefeitura de BH, através da Fundação Municipal de Cultura, divulgou as obras vencedoras do Concurso Nacional de Literatura, Prêmio Cidade de Belo Horizonte e Prêmio João de Barro. Ambos os prêmios estão entre os mais antigos e tradicionais do país. Nesta edição foram registradas 961 inscrições. O vencedor de cada categoria receberá o prêmio em dinheiro de 50 mil reais.

Prêmio Cidade de Belo Horizonte

Na categoria dramaturgia, a obra vencedora foi “O gigante” (pseudônimo: Sileno), de autoria de Marcus De Martini (Santa Maria – RS), de acordo com o júri em função de “sua qualidade dramatúrgica, a originalidade do tema e a viabilidade de uma possível montagem espetacular, além de trazer ao público uma abordagem mitológica e contemporânea do atual momento sociopolítico brasileiro”. As obras “Grand Dame Guignol” (pseudônimo: Joan Crowford), de autoria de Lucas Frederico Komechen, residente em Curitiba - PR, e “O preço de um crime” (pseudônimo: Village), de autoria de Mauro Alvim, residente em Belo Horizonte - MG, receberam, respectivamente, primeira e segunda menções honrosas. O júri foi formado por Andreia Garavello, Marcelo Alexandre Xavier e Marcos Antônio Alexandre.

Na categoria romance, a obra vencedora foi “Xadrez” (pseudônimo: Bento Andrade), de autoria de Luiz Eduardo de Carvalho (Tatuapé – SP), de acordo com o júri em função da “ótima estrutura narrativa do romance, da criatividade do roteiro e do surpreendente final. O livro ainda retrata acontecimentos históricos relevantes e nos leva a um passeio pelo encantador jogo de xadrez”. A obra “Cartografia de uma vida” (pseudônimo: Ariadne Camino), de autoria de Mariana de Albuquerque Portella, residente no Rio de Janeiro - RJ, recebeu menção honrosa. O júri foi formado por Carlos Herculano Lopes, Jacques Fux e Leida Reis.

Prêmio João-de-Barro

Na categoria texto literário, a obra vencedora foi “Home de Lata” (pseudônimo: Ell Lopes), de autoria de Edson Lopes Leite (Fortaleza – CE), de acordo com o júri em função da “originalidade no tratamento do tema, que aborda a relação do avanço com o subdesenvolvimento; demonstra controle no ritmo da trama, que é conduzida sem previsibilidade, garantindo a tensão da história até o final; fantasia e realidade mantêm uma relação indefinida e aparentemente mágica, só desvendada ou reelaborada no desfecho, surpreendendo o leitor a cada sequência temporal da narrativa”. As obras “O outro lado do mundo” (pseudônimo: Eugulart), de autoria de Alexandre Durão Carneiro, (Niterói – RJ), “Zé Dico, o Estrelinha e a Poesia” (pseudônimo: Jacintho), de autoria de Gabriel Araújo dos Santos (Campinas – SP), e “Faísca cabelo de fogo coração de ouro” (pseudônimo: Maria Lobata), de autoria de Josiane Marques Duarte, (Rio de Janeiro – RJ), receberam, respectivamente, primeira, segunda e terceira menções honrosas. O júri foi formado por Anna Maria de Oliveira Rennhack, Juliana Flores e Maria da Conceição Carvalho.

Na categoria livro ilustrado, a obra vencedora foi “Quase ninguém viu” (pseudônimo: Santiaga Nascaná), de autoria de Aline Senra Vasconcelos de Abreu (São Paulo – SP), de acordo com o júri em função da “originalidade e qualidade gráfica que reflete um tratamento esteticamente ousado. As ilustrações são impressionantes, o que faz da composição visual o ponto alto do livro. A narrativa integra bem o texto e a imagem produzindo um livro atraente”. A obra “O que dizem de Carmen” (pseudônimo: Marie Curie), de autoria de Eve Ferreti (Curitiba – PR), recebeu menção honrosa. O júri foi formado por Adilson José Miguel, André Melo Mendes e Anna Cunha.

Prêmios de tradição

Criado em 1947, na comemoração do cinquentenário da capital, o Concurso Nacional de Literatura Prêmio Cidade de Belo Horizonte é o concurso literário mais antigo do país. Um de seus principais atributos é o fato de o concurso premiar apenas obras inéditas. A cada edição, o Prêmio Cidade de Belo Horizonte contribui para o surgimento de novos escritores e obras. Autores como Carlos Herculano Lopes, Antônio Barreto, Luis Giffoni, Roseana Murray, Maxs Portes, entre outros, integram a galeria de vencedores do concurso. Já o Prêmio João de Barro foi criado em 1974 com o objetivo de promover a literatura produzida para crianças e jovens e de revelar talentos nesse segmento

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