quarta-feira, maio 11, 2016

Estágio sensório-motor e projetivo (Wallon)

Apostila com todas as teorias de Henri Wallon AQUI


estágio sensório –motor e projetivo vai até os 3 anos de idade. Nessa fase a criança começa a ampliar suas relações com os meios sócias, ela passa a interagir e manipular a realidade exterior, entrando no mundo físico e em questões intelectuais, voltadas aos aspectos mais objetivos. A contribuição prática desse novo estágio faz surgir a marcha e da linguagem. Segundo Costa (citado por Nogueira e Leal, (2015,p.198), a marcha e a linguagem favorecem

a atuação da criança em ralação ao mundo que a rodeia e, ao mesmo tempo, alargam sua referência de si mesma. Essas conquistas lhe dão maior independência, permitindo-lhe a investigação e exploração do espaço e dos objetos, diferenciando-se e caracterizando-os pela diversidade de seus significados.

Antes a criança tinha seus limites, mas agora com a marcha a criança já conseguem a desenvolver algumas atividades, modificar as direções, transportar um objeto de um lugar para o outro, a criança está ampliando sua liberdade e explorando o meio físico. Inicialmente a manipulação de objetos se restringe ao espaço bocal, pois era apenas na boca que possui movimentos coordenados. Com o desenvolvimento motor a criança já coordena movimento das mãos e braços. Nesse período dominante é a sensório-motora
linguagem também contribuirá para o desenvolvimento da atividade intelectual prática. Segundo Wallon (citado por Costa, 2005, p.33) “com a linguagem, aparece a possibilidade de objetivação dos desejos. A permanência e a objetividade da palavra permitem à criança separar-se de suas motivações momentâneas, prolongar na lembrança uma experiência, antecipar, combinar, calcular, imaginar, sonhar”.
 Nas palavras de Nogueira e Leal (2015, p.199) “o andar e a linguagem permitem que a criança ingresse em um novo mundo: o mundo dos símbolos. Entra em cena, aqui, a segunda parte desse estágio, a projetiva em que o ato mental projeta-se em atos motores; tem assim, a organização do pensamento”. As autoras ainda citaram Costa (2015, p.198) para explicar a organização dos pensamentos. a criança é então, capaz de dar significação ao símbolo e ao signo, ou seja, encontrar para um objetivo sua representação e para a representação, um signo”.
período projetivo surge quando o movimento deixa de se relacionar exclusivamente com a percepção e manipulação de objetos. A expressão gestual e oral e caracterizado pelo pensamento ideomotriz (representação das imagens mentais por meio de ações), cedendo lugar a representação, que independe do movimento. A atividade projetiva produz representação e se opõe a ela, permitindo que a criança avance em relação ao pensamento presente e imediato. As atividades predominante, nesse período, são a imitação e o simulacro. A partir da imitação aparece os jogos de ficção, que permite realizar uma ação com objetivo, mesmo sua ausência, o que conduz a autonomia da imagem, a representação (Wallon, 1989).

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